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A influência Moura No Trabalho de M.C. Escher

M. C. Escher nasceu na Holanda em 1898 e passou a sua vida produzindo desenhos e gravuras.  Morou em vários países da Europa mas em 1941 retorna à sua terra natal. Em suas viagens passou por Alhambra, em Granada e se contagiou com a arte moura. De sua observação dos azulejos árabes, desenvolveu a divisão regular do plano em figuras geométricas e figurativas que se transformam e se refletem.

eschertres Suas xilogravuras representam construções impossíveis, explorando o infinito em metamorfoses. Gerando padrões geométricos entrecruzados e ilusões de ótica. Projetava matematicamente uma malha de polígonos. Fazia mudanças do geométrico para o figurativo e vice versa. Representando o espaço tridimensional no plano bidimensional da folha de papel. Um dos únicos artistas a serem reconhecimentos posteriormente como um grande matemático geométrico com suas translações, rotações e reflexões.

Gravuras

As gravuras de M. C. Escher encantam e intrigam seus espectadores de forma progressiva. Inúmeras reproduções são vendidas anualmente. Escher autorizava novas tiragens de suas gravuras, sem limitação. Bastava que houvessem pessoas interessadas em adquiri-las, incluindo tiragens por processos industriais gráficos. Conheça um pouco mais da técnica para a produção de gravuras.

Seu trabalho de conteúdo multifacetado e ao mesmo tempo de grande unidade. Concentrado na ilustração que lhe trazia ganhos regulares. Foi um artista que soube explorar o lado comercial de suas produções, sem perder a qualidade. Trabalhava exaustivamente uma idéia antes de apresentá-la ao público, explorando suas variações, como uma pedra lapidada.

escherdoisDominou rapidamente a técnica da xilogravura, ainda na escola. Teve como mestre nessa arte Jesserun de Mesquita. Jesserun foi preso e executado pelos nazistas, juntamente com sua família. Redimensionou as possibilidades da xilogravura. Como um ilusionista que conta uma história sem começo nem fim, com extraordinária originalidade.

Reconhecimento Tardio

Até bem pouco tempo Escher não era reconhecido como artista pelas galerias e críticos de arte. Eles não sabiam o que fazer com sua obra, sendo mais cômodo ignorá-la. Felizmente os tempos mudam e o público parece agora encantado com sua obra. É um artista que não pode ser enquadrado, seguindo objetivos incomuns e específicos em busca de resultados permanentes.

Suas gravuras nunca se repetem, sendo um tipo de relatório de descoberta. Um relatório sobre a estrutura do espaço, da superfície e a representação pictórica entre a relação entre espaço e superfície plana. Não conhecia as teorias matemáticas apesar de abordá-las em seus trabalhos. Conceitos fundamentais tornam-se permutáveis, dentro e fora, acima e abaixo. Perto e longe, direita e esquerda se fundem num moto contínuo. Procurava ajustar superfícies congruentes, sem fórmulas matemáticas, mesmo antes de ter contato com a arte moura.

Gravura do Mestre M.C. Escher

M.C. Escher  e A Subversão da Perspectiva

Subvertendo a teoria tradicional da perspectiva com a relatividade dos pontos de fuga. Construindo mundos diferentes dentro de uma unidade com interatividade e uso incomum do espaço. Cria assim novas leis dentro de suas obras.

O Centro Cultural Banco do Brasil, na ocasião da exposição do artista no Brasil em 2010-2011, lançou um catálogo que está disponível para download no link abaixo:

http://www.bb.com.br/docs/pub/inst/img/EscherCatalogo.pdf

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